sexta-feira, 25 de maio de 2007

Hoje paremos durante 04:03 segundos e escutemos!...

Lyrics

You cannot quit me so quickly
Is no hope in you for me
No corner ycould squeeze me
But Ive got all the time for you, love

The space between, the tears we cry
Is the laughter keeps us coming back for more
The space between, the wicked lies we tell
And hope to keep us safe from the pain

Will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like will it rain today?
We waste the hours with talking, talking
These twisted games were playing

Were strange allies
With warring hearts
What a wild-eyed beast you be
The space between, the wicked lies we tell
And hope to keep us safe from the pain

Will I hold you again?
Will I hold you...

Look at us spinning out in the madness of a rollercoaster
You know you went off like the devil in a church
In the middle of a crowded room
All we can do, my love
Is hope we dont take this ship down

The space between, where you smile and hide
Where youll find me if I get to go
The space between, the bullets in our fire fight
Is where Ill be hiding, waiting for you
The rain that falls splashed in your heart
Ran like sadness down the window into your room
The space between, our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain

Take my hand
cause were walking out of here
Oh, right out of here
Love is all we need dear
The space between, whats wrong and right
Is where youll find me hiding, waiting for you
The space between, your heart and mine
Is a space well fill with time
The space between...

Space Between, by Dave Matthews Band.

terça-feira, 22 de maio de 2007

A Luta de Sepúlveda


Hoje apraz-me dedicar algumas palavras deste espaço a um dos melhores escritores contemporâneos. Luis Sepúlveda de seu nome, Chileno. Reconhecido também como realizador, jornalista e activista. Impressiona-me a sua forma de expressar a realidade e a sua clarividência relativamente a temas da actualidade internacional que nos perturbam, mas que directamente pouco podemos impedir, como humildes peões que somos neste xadrez global. As suas exposições e alertas incansáveis, e acredito que o serão até para além do dia da sua morte, remoem e criam um nó no estômago de injustiça, de intolerância, de intransigência, de individualismo que nos colocam no centro do inferno.

A sua batalha iniciou ao lado do seu eterno amigo Salvador Allende, eleito Presidente da República de um Chile em crise em 1970, que afirma convictamente ter sido assassinado durante o golpe Militar em 1973 chefiado pelo “pulha” Augusto Pinochet.
Esse acto nunca foi e nunca será esquecido muito menos perdoado.

A sombra do velho pulha chamado Augusto Pinochet, Ramón Ugarte, Daniel López ou como queira auto-apelidar-se, persegue-me como uma maldição que, se é bem verdade que me alegra porque o velho rufião está a passar mal, também me incomoda como chileno, porque em Varsóvia ou Cracóvia, Lisboa ou Pisa, Póvoa de Varzim ou na minha querida Pietra Santa, as perguntas sobre o Chile terminam sempre referindo o velho vigarista.”*

Nos dias que correm estamos rodeados de vigaristas e pulhas que nada pensam pela humanidade pelo bem-estar geral, pela socialização dos povos, pela partilha, pela igualdade, pela justiça, pela paz, pela concórdia… pelo amor, pela liberdade! Apenas em si mesmos e nos seus interesses. Esta escória desculpa-se com a era do capitalismo, da concorrência, da competitividade, mas a custo de muitas liberdades alheias…

Talvez seja justo ressaltar que há brancos, negros e «gente de cor». Mandela é negro, resplandecentemente negro, luminosamente negro; pelo contrário, Condolezza Rice, Bush, Wolfowitz, Cheney, Rumsfeld, Negroponte, Aznar, Berlusconi, Blair, Powel e Le Pen são «gente de cor». De cor duvidosa.”*



* - in “O Poder dos Sonhos” 2006

Luis Sepúlveda

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Turismo!


Tenho seguido, o que não é muito difícil pois a toda a hora e em todos os serviços de difusão noticiosos este é o tema lucrativo do momento, um pouco à parte este caso que deixa perplexa a comunidade internacional devido à morosidade de resultados por parte da polícia Portuguesa.


Em primeiro lugar gostaria de saudar todo o trabalho e empenho da nossa polícia. Todos nós conhecemos alguns dos problemas dos nossos agentes e são sempre os responsáveis quando algo de mau acontece. Acreditem que também são humanos, pais de família, profissionais por isso trabalham, sentem, erram… Creio que nunca foi feito tanto pelos desaparecidos em Portugal como por esta menina Inglesa que se encontrava de férias, sozinha, fechada no seu quarto. Podemos pensar que estamos a ser injustos para com todos os outros desaparecidos! E estamos, porque todos os que são comunicados à Polícia Judiciária www.policiajudiciaria.pt/htm/pessoas.htm também merecem o mesmo empenho e sacrifício que qualquer outro ser humano.


Esta menina desapareceu num País que ultimamente se tem distinguido como um antro de oportunistas, de corruptos, de lenocínio, de drogas e agora como o jardim dos pedófilos. Temos todos esses problemas. É verdade! E muitos mais! Também é verdade! Mas quem não os tem? Às vezes pergunto-me porque é que quando se fala em pedofilia em Portugal se associe à Madeira e ao Algarve, de momento só me vem uma justificação. O Turismo! Estes são os locais que mais pessoas acolhem do exterior para uns bons dias bem passados nos grandes empreendimentos de luxo. Na sua grande maioria são britânicos, só para que conste.

De volta ao caso da pequena Maddie apenas quero registar que para nós portugueses é inconcebível que 1 criança fique em casa sozinha enquanto se janta, se passeia, se qualquer coisa… fora de casa. No caso de 3 crianças já nem classifico… Podem dizer que viam a porta do quarto, que iam verificar se estava tudo bem de meia em meia hora, mas 50 metros de distância num local de restauração durante o jantar! Sinceramente, na minha opinião, nem que as 3 crianças começassem a chorar ao mesmo tempo os pais se iriam aperceber.


Apenas para terminar fica um conselho a todos os turistas. Ouçam todas as precauções e normas vigentes no país que vos acolhem e cumprem-nas, caso contrário o melhor que têm a fazer é não saírem de casa!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Gato Fedorento



Por acaso reparei num desses jornais diários que todos lêem no comboio, que os Gato Fedorento já subiram mais um degrau no reconhecimento nacional. A notícia fala de uma acção que a polícia teve de cumprir para salvaguardar a integridade física dos humoristas. Parece que conseguiram, muito à semelhança das vedetas de Hollywood segurança pessoal pública. E tudo isto porquê? Não sabe? Pois parece que há quem os confunda com os imigrantes. Meus amigos! É preciso que isto fique bem claro. ELES SÃO PORTUGUESES! Se há quem os ameace, como o mesmo jornal assevera, da mesma forma que muitos emigrantes o são. Fico a pensar que o melhor é que divulguem o seu bilhete de identidade por todos os media para que não haja confusões deste tipo!

O Partido Nacional Reformador chocou o país com um cartaz no Marquez de Pombal, que para muitos portugueses era no mínimo vergonhoso e humilhante e que manifestava uma opinião. Essa opinião, ainda que “umbigológica”, foi aceite democraticamente pela nossa sociedade. Será que neste país, onde a expressão de cada um é livre e ainda sem grandes interferências do estado (ao contrário dos Estados Unidos) não é possível um grupo de humorísticas, que já nos habituaram com o seu sentido de escárnio e maldizer de boa disposição não podem expressar a sua forma de ver o nosso, e seu, Portugal! Sem que seja intimidado pelo uso da força (tanto física como psicológica)?
Será necessário fazer ameaças contra alguém que à sua maneira opina e age sobre a sociedade onde se insere contra este marasmo de ideias latente?

Desafio-vos a contrapor estes rapazes da mesma forma, através da mente e não da força!

sábado, 31 de março de 2007

Os Inocentes



O senhor José Manuel era o treinador da equipa. Já com umas boas centenas de jogos à frente da equipa era o timoneiro que ia conseguindo levar o barco ao seu destino. Era o profissionalismo e o homem de palavra em pessoa. Propostas foram muitas, feitas por uns que lhe prometiam mundos e fundos, outros que não prometiam tanto mas que gostariam de contar com ele. Todos eles receberam e tiveram de se contentar com um redondo não. Por uma vez se viu tentado a aceitar uma de um escalão superior, mas ao medir os prós e os contras a primeira coluna elevou-se como uma pena. A família vinha sempre em primeiro lugar. Era carpinteiro de profissão. Aprendeu a trabalhar a madeira juntamente com o seu pai na oficina quase centenária que ainda continua todos os dias a funcionar. Apenas até às cinco da tarde, porque depois a troco de alguns trocos, dirigia-se às instalações de futebol local. Era a sua vida. Era a sua terra natal. Eram os seus amigos. Era a sua família. Era ali que se sentia bem. Para quê procurar outro lugar? Conhecia todos os jogadores mesmo antes de começarem a dar pontapés numa bola, mesmo antes de começarem a ir para a escola. Os seus pais quase todos tinham sido seus colegas, ou na escola ou na equipa quando jovem. E a sua ausência durante dez anos para jogar em escalões superiores e outros dez como treinador não afectaram estas amizades. Depois de conhecer bem a realidade do mundo do futebol voltou para a sua terra natal e de lá não mais saiu. Era respeitado por todos até o presidente não tinha coragem de o mandar calar quando por vezes, nas festas municipais, bebia um copo a mais. O que dizia era a realidade e vinda de uma pessoa experiente eram palavras sagradas… “…a nível regional é impossível manter um clube sem ajudas financeiras. É verdade! A publicidade, não tendo a visibilidade nem a projecção nacional não é muito produtiva e muita das vezes os acordos, sim porque por vezes os contratos não são celebrados pelas partes, nem sempre são cumpridos. A venda de bilhetes é uma fonte de receita e não passa disso, raramente (em muitos clubes regionais) é suficiente para pagar à equipa de arbitragem e ao destacamento da Guarda Nacional Republicana. E estamos a falar no escalão sénior, pois nos restantes nem vale a pela cobrar a entrada. Assim se as câmaras Municipais fecham a torneira, mesmo que seja para metade, de um momento para o outro, são os jovens os principais visados. Também é verdade que alguns clubes gastam o dinheiro mal gasto. Muitas propostas acima das possibilidades, promessas e aliciamentos a jogadores que escassas vezes se cumprem. Muitos deles são geridos por pseudo-dirigentes, percebem de tudo menos de contrabalançar a gestão desportiva com a gestão financeira de forma positiva. E o pior é estarem desprovidos de uma cultura desportiva que apenas dignifique o desporto e não que o torne cada vez mais vulgar. Estando no topo da hierarquia do clube deveriam realizar o papel de Big Brother, não apenas como vigilantes e controladores, mas principalmente como exemplo a seguir com atitudes sérias, honestas, responsáveis…” e continuava até se cansar, e a plateia não o interrompia, deliciavam-se com as suas opiniões. Mas isso é outra conversa que iria dar pano para mangas ou muita tinta neste caso!

sexta-feira, 30 de março de 2007

O Trigo e o Joio


Reparo que o Partido Nacional Reformador (PNR) tem nos últimos tempos alterado a sua linha condutora de actuação. Está cada vez menos tímido e cada vez mais atrevido. Por força do estado da Nação, cada vez temos mais estrangeiros entre nós e como não é feito nenhum controlo temos recebido o trigo e também o joio de muitas culturas, primeiramente de África, de alguns tempos para cá da Europa de Leste e agora da América Latina (Brasil). É verdade que muito do trigo que entra no espaço dito português se torna em joio, pois com os problemas económicos que possuímos, não há o trabalho desejado para todos. E a "necessidade aguça o engenho", sendo criados alguns grupos organizados, ou não, destabilizadores da ordem.

Compreendo a indignação de muitos destes partidários, e concordo que queiram manifestar as suas ideias, os seus pontos de vista, que queiram alertar o país e até certo ponto acordá-lo. O que não compreendo é como pretendem fazer a selecção dos imigrantes tipo "simpáticos" dos imigrantes prevaricadores? Se em toda a propaganda que manifestam generalizam o imigrante! Este é o maior erro. Com esta generalização como é possível um bom trabalhador emigrante ser reconhecido como tal se está marcado por campanhas xenófobas? Os nossos imigrantes não merecem isto! Se fizessem um estudo acredito que perto de 100% destes partidários possuem familiares espalhados pelos 5 continentes.
Agora o que não tolero de forma alguma é quando esta barreira é ultrapassada. Quando se passa para a acção propriamente dita! Isto é quando se tornam em justiceiros e à força tentam inculcar as suas ideias, ou à força impor ordem. Assim qual é o trigo e qual é o joio?

Fiquem com esta ideia: Será que amanhã não necessitaremos de sair do nosso jardim à beira mar plantado para satisfazer os nossos sonhos!

Deus vs Homem


Como primeira ideia deste espaço de reflexão gostaria de falar um pouco sobre a minha relação com o ser superior, que muitas pessoas veneram, escolhendo como forma de vida a sua adoração e seguir/ou tentar seguir os seus ensinamentos. Respeito esta forma de vida, aliás, respeito toda a maneira de estar que faça as pessoas sentirem-se realizadas desde que respeitem também as realizações do outro.

Condeno fanatismos em toda e qualquer vertente: Religiosos, julgo que não vale a pena dissecar esta questão tão badalada nos dias de hoje, mas atenção! Responder na mesma moeda não torna as pessoas diferentes...; Desportivos, neste caso deparamo-nos quase todos os fins-de-semana com situações lamentáveis, por vezes as confrontações são saudáveis (isto quando se conhecem os limites do bom-senso). Certas relações clubisticas são levadas ao extremo o que não dignificam as emoções emanadas a qualquer apreciador; Partidários, aqui para mim é-me complicado compreender como é que quando os governos apresentam as suas propostas relativas a qualquer situação, muitas vezes - o que acontece quase sempre - todos os seus deputados na Assembleia da República estão a favor, não havendo ninguém a pensar de maneira diferente, e os partidos de oposição, salvo excepções, estão todos contra, mais uma vez o conceito de máquinas automáticas prevalece; Amorosos, sim, porque o que não falta no mundo são acções loucas que se fazem por amor e que no fim têm repercussões desastrosas... Podia continuar com outros exemplos, porém julgo que a ideia de que "o que é de mais também enjoa" está passada.

Eu acredito no Homem! Compreendo que esta ideia seja difícil de compreender, mas continuo a acreditar. Todos os nossos problemas, de raças, religiosos, saúde, ambiente, conflitos, guerras..., só podem ser ultrapassados de uma forma. Digam o que disserem não é a Divina Providência que os irá resolver, também não será um homem só que os resolverá, se bem que alguns têm nas suas mãos a chave que poderá fechar ou abrir as portas consoante a direcção que deveriam tomar. Por vezes fecham as que deviam abrir ou abrem as que deviam fechar! No entanto este homem, único, em conjunto com outros pode e deve arranjar soluções para que o mundo seja um melhor para todos sem distinções. Temos de acreditar em nós próprios. No bem que podemos realizar no dia-a-dia. Não é muito complicado, por vezes basta um olhar, uma palavra de apreço, de força, de conivência para que esse outro encara o dia, a vida de forma diferente. E meus amigos são as pequenas coisas que se fazem que podem evitar grandes males. É por isso que acredito que está no Homem a chave de todos os problemas.